sábado, 28 de agosto de 2010

Whale Oil Beef Hooked

Não, Steve Harris não virou nenhum defensor das baleias. A camiseta usada por ele na "The Final Frontier World Tour" é uma clássica piada irlandesa.

Se você disser bem rápido "Whale Oil Beef Hooked"

...vai soar como "Well I'll Be F@#ked"

Bruce apoia 'Flying Scholarships for the Disabled'

Durante a "The Final Frontier World Tour" na Europa, antes do show na Espanha, Bruce Dickinson participou de um sobrevôo com antigos aviões de guerra da Inglaterra sobre Duxford. O vocalista, que também é piloto comercial, juntou-se a outros colegas de profissão que apoiam a instituição de caridade 'Flying Scholarships for the Disabled' em um vôo para o Duxford Museum Air. O evento fazia parte de uma turnê de aviões da Segunda Guerra Mundial, que tomaram os céus para marcar o 70° aniversário da Batalha na Grã-Bretanha.



Dickinson, acompanhado pelo aspirante a piloto Nathan Doidge, que tem paralisia cerebral, estava a bordo de um dos seis lugares do Piper Aztec que fez um vôo em formação com outras aeronaves acima do Imperial War Museum. Também a bordo estava o co-proprietário do Aztec, Timothy Nathan da empresa Artifax, Ilya e Kazi da Mathys & Squire LLP, patrocinadores do evento.

Bruce também fez uma doação para a instituição, que oferece bolsas de estudo para pessoas com deficiência, afim de formar pilotos. A 'Flying Scholarships for the Disabled' foi inspirada nas façanhas de Douglas Bader, um grande piloto com deficiência que liderou um esquadrão baseado em Duxford.





"Eu fui à escola com Timothy, e nós somos amigos, e essa foi uma grande oportunidade para me envolver em uma causa muito válida. É ótimo estar em Duxford e ver o lugar onde Douglas Bader voou a tantos anos atrás." - Bruce Dickinson.  Fonte: Cambridge News




Saiba mais:

http://toreachforthesky.org.uk

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mission Edition proibido na Venezuela!

A versão especial "The Final Frontier - Mission Edition" do novo disco do Iron Maiden, está proibida de ser comercializada na Venezuela.




Em vigor no país desde março deste ano, uma lei proíbe a venda e a importação de videogames violentos, armas de brinquedo e outros artigos semelhantes que façam alusão a guerras ou qualquer outro ato de violência.



Um dos atrativos da edição especial do novo álbum do Iron Maiden, o jogo 'The Final Frontier Mission II: Rescue & Revenge' se enquadra nas restrições da lei venezuelana e por isso está proibido de ser comercializado no país.



A medida é uma tentativa de diminuir o ambiente de criminalidade no país. A legislação prevê que quem importar, fabricar, vender, alugar ou distribuir esse tipo de brinquedo no país pode ser preso e cumprir pena de três a cinco anos. Além da detenção, ainda estão previstas multas para pessoas que promoverem a compra e uso dos jogos considerados bélicos. No caso da veiculação de publicidade, por exemplo, o responsável poderá ser multado em até US$ 60 mil (R$ 107 mil).



Em janeiro deste ano, o presidente da Venezuela Hugo Chávez causou polêmica ao dizer durante o programa “Alo Presidente” - pronunciamento oficial do governo - que o videogame PlayStation, da Sony, é um veneno para as crianças. Segundo ele, os games ensinam a matar e servem de entrada para o mundo do capitalismo.

Mais uma tour de clássicos em 2012?

Não é novidade pra ninguém que no próximo ano, durante o restante da "The Final Frontier World Tour" teremos no setlist as músicas do novo álbum do Maiden. Mas, e depois?




Quem espera há anos o (re)lançamento do Maiden England e mais uma turnê de clássicos nos moldes da 'Somewhere Back in Time', mas, dessa vez, com um setlist mais voltado pro final dos anos 80 e começo dos 90, uma boa notícia: a banda planeja uma tour assim para 2012!



Segundo o site UltimateGuitar.com o Iron Maiden está planejando a produção de mais uma tour de clássicos para depois da "The Final Frontier World Tour". Sua jornada mundial em 2008/2009, documentada no filme Flight 666, ajudou a banda a conseguir uma nova geração de fãs. Mas também parece ter reafirmado suas habilidades como compositores, visto que 'The Final Frontier' é campeão de vendas em diversos países.



Talvez por isso o vocalista Bruce Dickinson queira escavar os arquivos novamente. Mas, primeiro, ele quer cantar mais músicas de The Final Frontier, uma vez que a primeira parte da turnê finalizada em Valência (Espanha) só contou com a faixa 'El Dorado'.



Confira o que Bruce Dickinson disse recentemente em entrevista ao jornal inglês The Sun:





"No início de cada turnê nós pensamos que esta será a última. No final estamos desapontados e pensamos: 'Será que é isso?' Então nós vamos continuar enquanto estivermos nos divertindo. Estaremos ocupados com a turnê deste álbum, e depois voltaremos nossa atenção para uma grande turnê - um revival com todos os maiores sucessos."Confira a entrevista de Bruce na íntegra (em inglês)

http://www.thesun.co.uk

O Iron Maiden dominando o mundo!

O álbum "The Final Frontier", 15° disco de estúdio do Iron Maiden, atingiu a posição de número 1 nos charts de 21 países. Quem confirma a informação são a própria banda e a EMI. Foi publicado no site oficial do Maiden uma nota comentando o fato e agradecendo aos fãs pelo sucesso do novo disco. Alguns trechos do texto podem ser conferidos abaixo:






"Em nome de Bruce, Dave, Adrian, Janick, Steve e Nicko, eu gostaria de agradecer a vocês, o nosso 'Maiden Clã', por esse apoio fenomenal - sem o qual essas posições nos charts simplesmente não teriam acontecido. Vocês são os melhores" - Rod SmallwoodDOMINAÇÃO GLOBAL: "THE FINAL FRONTIER"



"A EMI RECORDS está orgulhosa de seus 30 anos de envolvimento com a longa carreira do Iron Maiden, bem como do surpreendente sucesso mundial nessa primeira semana de vendas do 15° álbum de estúdio da banda, "The Final Frontier", que foi lançado em todo o mundo pela EMI Records em 16 de agosto (à exceção dos EUA, onde foi lançado em 17 de agosto).



O Iron Maiden tem mais do que merecido seu status como uma das bandas contemporâneas mais influentes do rock no mundo, avalisado por mais essa estreia em n° 1 no Reino Unido (o seu 4° álbum a figurar em 1° lugar aqui, sendo a primeira vez em 1982, com o seminal 'The Number of the Beast') e outros vinte países, até o momento.



Além do número fenomenal de posições 'No.1' na estreia em todas as partes do mundo, atualmente está em 2° lugar na Austrália, Bélgica e Holanda, No.3 na Irlanda, Polónia e Turquia, No.4 nos EUA e No.5 em Cingapura. A estréia em 4º lugar na Billboard americana é a melhor posição da história da banda no país."



Confira na sequência diversos trechos de comentários sobre "The Final Frontier" na imprensa!



"Algumas de suas canções mais complexas, com ganchos tão grandiosos que você poderia erguer o Titanic com eles." - The Times"O que o Maiden está oferecendo aos fãs aqui é algo verdadeiramente para se prender com os dentes e saborear... " - Kerrang"O seu mais ambicioso trabalho... o que significa que, para essa instituição nacional, a busca por desafios permanece inabalável" - Mojo"Eles reforçaram a sua posição entre as velhas instituições do metal, como a de maior credibilidade" - NME"10 canções que exploram um conjunto de territórios musicais dentro e fora dos parâmetros normais ...o Maiden obviamente sabe que, nesta fase da sua carreira, não há nenhum momento de inspiração que não possa ser aproveitado e nenhum limite que não possa ser atravessado ... ouvir hoje em dia um álbum tão bom de uma banda dessa safra, que já fez tudo o que fizeram, é quase um milagre.... Estamos incrivelmente felizes que eles ainda estejam por aí. Que o reinado da Donzela continue" - Metal Hammer"'The Final Frontier' leva a banda a tantas novas áreas musicais e bombardeia o ouvinte com tantos toques sutis e peculiares que parece ser mais o início de um novo capítulo do que uma mera continuação de uma saga em curso ... Os fiéis, em seus milhões , vão adorar cada segundo." - Classic Rock"Eles conseguem emocionar fazendo algo complexo da mesma forma que fazendo algo mais rock... ninguém faz isso melhor." - Evening Standard"Este é apenas o excepcional Maiden, uma banda fazendo o que sabe fazer melhor ..."The Final Frontier" precisa de um tempo, de esforço, mas é esmagadoramente brilhante." - The Quietus"Iron Maiden é realmente incrível de todas as formas" - The WordTodas as posições nos charts confirmadas até o momento são as seguintes:



Posição N° 1

Arábia Saudita, Áustria, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, Croácia, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Finlândia, Japão, México, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido;



Posição N° 2 - Austrália, Bélgica, Holanda;

Posição N° 3 - Irlanda, Polónia, Turquia;

Posição N° 4 - Estados Unidos;

Posição N° 5 - Singapura.



Fonte: Iron Maiden Site Oficial / Whiplash

Everaldo Dias: Missão Cumprida!

No começo do mês de agosto falamos sobre o pernambucano Everaldo Dias, lembram dele?




AS AVENTURAS DE UM FÃ DO IRON MAIDEN NA EUROPA



Everaldo arrumou as malas e embarcou na aventura de acompanhar o Iron Maiden na Europa em todos os shows da "The Final Frontier World Tour" por lá (com excessão da Suécia onde ele não conseguiu ingresso).



Pois bem, nosso amigo enfim cumpriu sua missão, mesmo passando por diversos problemas, sobretudo no leste europeu, ele conseguiu chegar à Valência e conferir o último show da turnê. Numa incrível narrativa que traz sentimentos, momentos extremos de agonia e mudanças profundas de rotas de viagem e vida, Everaldo passou por momentos e sentimentos que foram da contemplação absoluta pela beleza dos lugares por onde esteve, até sentimentos de pavor, agonia, sufoco, caos, fim da linha, tudo ao mesmo tempo...



Confira no Blog criado por ele os detalhes e fotos de todos os shows do Iron Maiden e os personagens que participaram desta incrível viagem pela Europa. Descubra também tudo que pode dar certo e muito errado numa aventura como esta. Quem sabe você não faz o mesmo no próximo verão europeu!



Blog - Everaldo Dias

http://everaldodias.blogspot.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

The Final Frontier, sucesso de vendas no mundo!

À medida que são atualizadas as notícias sobre posições nas paradas (charts) de vários países, o álbum "The Final Frontier", 15° disco de estúdio do Iron Maiden, vem mostrando-se em seu lançamento um sucesso de vendas.




Já havia sido divulgado que o trabalho foi alçado direto ao 1° lugar da parada britânica. As últimas atualizações mostram que o disco ocupou a primeira posição em vendas em vários outros países, inclusive no Brasil! A ABPD - Associação Brasileira de Produtores de Discos ainda não divulgou a lista oficial, mas segundo o site do Iron Maiden, "The Final Frontier" também é líder de vendas no Brasil! (Saiba mais)



Nos Estados Unidos "The Final Frontier", entrou na posição de n° 4 da parada da Billboard, que contabiliza as vendas de CDs na terra do Tio Sam, após a venda de cerca de 63 mil cópias do disco nessa primeira semana, esta é a melhor posição que a banda ocupa, em sua história, na parada americana. Até então, a melhor posição ocupada pela banda havia sido com "A Matter Of Life And Death", que estreou no nono lugar entre os álbuns mais vendidos, quando de seu lançamento.



No Canadá, "The Final Frontier" foi alçado direto à primeira posição no chart do país. Outro país a divulgar números foi a Suíça, onde o disco também figurou como o mais vendido em sua semana de lançamento. Confira abaixo a lista de posições confirmadas até o momento!



Posição N° 1

Arábia Saudita, Áustria, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, Croácia, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Finlândia, Japão, México, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido;



Posição N° 2 - Austrália, Bélgica, Holanda;

Posição N° 3 - Irlanda, Polónia, Turquia;

Posição N° 4 - Estados Unidos;

Posição N° 5 - Singapura.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

The Final Frontier: Comercial de TV

Médico abandona hospital para ver o Iron Maiden

"Desculpe Bergen, mas o concerto foi muito bom." Estas foram as palavras de Jan Norvald Øren, o médico norueguês que no dia 11 de agosto, deixou seu emprego no departamento de emergência de um hospital em Bergen para assistir ao show do Iron Maiden em sua cidade. O assunto está dando o que falar na Noruega e ao que parece terá que ser resolvido em um tribunal.



O Heavy Metal é uma religião, e que ninguém duvide da fé de Jan Øren. O médico garante que só foi ao show depois de consultar seu chefe no hospital e saber que tudo estava sob controle, e completa:



"Não hesitei em nenhum momento em colocar minhas botas de couro e sair para ver meus ídolos, os ingleses do Iron Maiden."



Øren não imaginava que o turno da noite seria particularmente problemático naquele dia ou que sua decisão iria colocar o serviço de emergência nas mãos de um único médico. Jan Øren, que estava provisoriamente no serviço no dia seguinte, não demonstrou nenhum remorso. "Sempre temos filas no hospital", justifica. Apesar das inúmeras queixas recebidas dos pacientes, "Dr. Rock", como é chamado, ameaça levar à justiça os seus superiores, se a ação disciplinar apropriada for resolvida com algo mais que uma punição leve.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Iron Maiden em Portugal no Sonisphere 2011

Segundo o site da revista BLITZ, o Iron Maiden é presença confirmada em Portugal no próximo ano, fazendo parte do cartaz de um dos maiores festivais do gênero, o Sonisphere!

Esta será a primeira vez que o Sonisphere, que em 2010 já aconteceu em mais de dez países europeus, chega a Portugal. Este ano, a segunda edição do evento levou bandas como Metallica, Megadeth, Slayer, Motörhead, Alice In Chains e Rammstein aos seguintes países: Polónia, Suíça, República Checa, Bulgária, Grécia, Roménia, Turquia, Espanha, Reino Unido, Suécia e Finlândia.

A localização dos concertos Sonisphere em 2011 não foi revelada ainda, mas especula-se que, pela primeira vez, o evento possa se realizar na Índia. Não é também conhecido o lugar em que o mesmo ocorrerá em Lisboa, sendo quase certo que será a capital portuguesa a receber o evento.

EMI Music Brasil: Comunicado ao consumidor

EMI MUSIC - BRASIL

Comunicado ao consumidor



"Por conta de um erro na impressão dos livretos encartados na Edição Especial de “The Final Frontier, do Iron Maiden, disponibilizada em lata metálica importada, todas as amostras estão sendo recolhidas das lojas para reposição por novos exemplares, o mais breve possível.



Caso você tenha adquirido uma amostra com problemas gráficos, favor enviar mensagem para: atendimento@emimusic.com e iremos providenciar a troca de seu livreto.



A equipe da EMI Music lamenta o incidente e está à disposição para efetuar todas as trocas cabíveis."

The Final Frontier em 1° lugar no Reino Unido!

O novo álbum do Iron Maiden, "The Final Frontier", alcançou a posição de número 1 em vendas em sua primeira semana em países como Inglaterra, Finlândia e Suécia. Os números já contabilizados apontam para as seguintes posições nos charts de alguns países:



Reino Unido: #1

Finlândia: #1

Suécia: #1

Austrália: #2

Irlanda: #3

Bélgica: #6

Na Suécia, as marcas do CD já lhe garantem o disco de ouro, segundo os padrões adotados no país. Nos Estados Unidos, até o momento da edição da matéria, ainda não tinham sido divulgados os números finais da primeira semana de vendas, porém a estimativa é de que seja o melhor lançamento da história da banda no país em termos de posição em charts. Em seus primeiros dias no mercado, "The Final Frontier" chegou a estar entre os três discos mais vendidos na terra do Tio Sam.

Fonte: Blabbermouth / Whiplash!

Review e Fotos: Iron Maiden em Valência!

O Iron Maiden fez em Valência, na Espanha, o último show da primeira parte da The Final Frontier World Tour, confira setlist, review e fotos!

01. The Wicker Man


02. Ghost Of The Navigator

03. Wrathchild

04. El Dorado

05. Dance Of Death

06. The Reincarnation Of Benjamin Breeg

07. These Colours Don't Run

08. Blood Brothers

09. Wildest Dreams

10. No More Lies

11. Brave New World

12. Fear Of The Dark

13. Iron Maiden

14. The Number of the Beast

15. Hallowed Be Thy Name

16. Running Free

A quase uma década o Iron Maiden não se apresentava em Valência, e o concerto da noite passada significava a única chance dos seus fãs espanhóis (e, aparentemente, de todo o mundo) assistirem a banda antes da pausa nos shows até 2011. A paisagem do porto mais acostumada com as embarcações, já sabia um dia antes como as coisas mudariam na noite de sábado.

Nos arredores do Porto de Valência no meio da tarde, o desfile de camisetas pretas antecipava o que iria acontecer. A maré formada por pessoas de todos os cantos da Espanha vestindo camisetas do Iron Maiden tinha um perfil praticamente inclassificável pela amplitude e variedade de idades e classes sociais: pais de família, grupos de amigos e adolescentes sempre com uma cerveja na mão!

E quantas pessoas estavam lá? O vocalista Bruce Dickinson deixou claro assim que terminou a segunda canção: "Valência quero que vocês saibam, que esta noite estamos com 22.000 pessoas aqui, nosso álbum que tem apenas uma semana no mercado, é o número um na Inglaterra e certamente em breve será aqui na Espanha". Bruce em outro momento do show também garantiu o retorno da banda ao país: "Este é o último show da turnê, mas não é o último concerto do Iron Maiden na Espanha."




sábado, 21 de agosto de 2010

Bruce Dickinson detonando os Reality Shows

Darryl Sterdan, da QMI Agency, recentemente conduziu uma entrevista com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.


O que significa lançar um 15° álbum? Não pode te dar a mesma emoção que o primeiro.


Dickinson: Bem, realmente não é um jogo de números. Não para nós. Todo álbum que você lança é importante pois pode ser o último - especialmente se você chega ao 15°. Eu gostaria de pensar que este álbum seria um excelente ponto de partida para o nosso próximo álbum ou, igualmente, um grande ponto final se decidirmos nunca mais gravar outro. Não é que pensamos que será nosso último álbum, mas nunca se deve dizer nunca.


Este disco tem algumas das canções mais longas e complexas da banda. Isso seria para algo como desafiar a si próprios? Você, em especial, parece um homem que não só gosta de desafios, mas precisa deles.

Dickinson: Sim. Sem desafios, eu ficaria entediado muito rapidamente. Mas eu acho que você tem que encontrar os desafios adequados. É como disse Clint Eastwood: um homem tem que saber suas limitações. Uma vez que você conhece suas limitações, então você pode excedê-las.

Falando sobre trazer pessoas, você literalmente pilota aviões carregados de fãs e os leva a shows, como parte de um pacote VIP. O que acontece nesses voos?

Dickinson: Nós tentamos e os fazemos especiais. Os voos são todos 'voo 666' - que está no cartão de embarque e tudo mais. E nós fazemos até alguns brindes - você tem um chapéu e óculos de sol da Bruce Air, bandeiras e todos os tipos de coisas legais. E a única maneira pela qual você pode adquirir este material é se você está no voo. Você não tem como comprar em um site. E eu assino fotografias também, converso com todos, tiro fotos, saio com a tripulação da cabine e autografo coisas.


"American Idol" precisa de um novo jurado. Interessado?

Dickinson: Absolutamente não. Você não poderia me pagar o suficiente para me convencer a ir num show desses. Acho triste que as pessoas gostem disso. Há um outro programa chamado "Britain's Got Talent", que é claramente um exercício de rir com a incapacidade das pessoas. É triste. Reality shows me deixam completamente desanimado. Eu não saberia te dizer quem ganhou algum desses shows. Eu nunca vi por mais de 30 segundos, o que é mais que suficiente para pensar, "não posso acreditar que as pessoas se sentam em frente à TV para assistir a essa merda".

Espanha: The Final Frontier World Tour

O Iron Maiden se apresenta hoje em Valência na Espanha encerrando a primeira parte da "The Final Frontier World Tour" que começou no dia 09 de junho nos EUA passando pelo Canadá e principais festivais europeus antes chegar em terras espanholas!

Fotos: Iron Maiden no Pukkelpop Festival!

Sites belgas se faziam a seguinte pergunta durante a semana: O show do Iron Maiden no Pukkelpop, era uma boa idéia? O Maiden? Pioneiros e últimos sobreviventes da "New Wave of British Heavy Metal? ...a resposta, meus amigos: um retumbante sim!




01. The Wicker Man

02. Ghost Of The Navigator

03. Wrathchild

04. El Dorado

05. Dance Of Death

06. The Reincarnation Of Benjamin Breeg

07. These Colours Don't Run

08. Blood Brothers

09. Wildest Dreams

10. No More Lies

11. Brave New World

12. Fear Of The Dark

13. Iron Maiden

14. The Number of the Beast

15. Hallowed Be Thy Name

16. Running Free

"Já sabíamos que este início da The Final Frontier World Tour iria ser baseada nos álbuns lançados desde o retorno de Bruce Dickinson (em 1999). O setlist, que o grupo tradicionalmente fixa no início de cada tour, nos deu também, uma faixa do novo disco, uma de "Killers", uma de "Fear Of The Dark'', duas de "Iron Maiden" e, embora três de "The Number of the Beast", ficamos sem 'Run To The Hills', provavelmente a unica faixa do grupo que, mesmo os leigos podem cantar junto. Para o resto só músicas da última década... alguém disse que este era um festival Pop? Sccccccreaaaaam for me Belgium!"



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Que tal beber umas cervejas com o Iron Maiden?

De acordo com o jornal norueguês Bergens Tidende, os membros do Iron Maiden e toda a sua equipe "não pouparam nenhuma despesa" na visita ao Pub Irlandês Finnegan's em Bergen, Noruega, segunda-feira, 09 de agosto - dois dias antes da apresentação da banda na cidade. Os 20.109 NOK (Coroas Norueguesas) da conta do bar (aproximadamente R$ 5.700) foram referentes a 78 Canecas de Guinness, 32 copos de Heineken, 57 garrafas da cerveja Hansa, 27 doses do coquetel 'Slippery Nipple' entre outras coisas.

Vários membros do Iron Maiden também visitaram o pub na véspera e no dia seguinte ao concerto em Bergen.

"Com base no que ouvimos, a banda estava feliz", disse o bartender Fredrik Larseno ao Bergens Tidende. "Eles se misturavam com outros convidados e pareciam se divertir. Entre banda e equipe, eram muitas pessoas, especialmente na segunda-feira, que foi o único dia em que as bebidas estavam na mesma fatura. Nos outras dias, todos eles pagavam separadamente", acrescentou Larsen, que passou a dizer que os Rock Stars se comportaram com cortesia.



Fonte: Bergens Tidende

Janick Gers: "Não gostaria de pensar que é o fim"

Phil Freeman, da Headbang, seção metal do MSN, recentemente conduziu uma entrevista com Janick Gers, guitarrista do Iron Maiden. Confira alguns trechos abaixo.


Headbang: A banda tem feito estas turnês temáticas - tocando os primeiros quatro álbuns, então os quatro seguintes, e agora os quatro mais recentes. Agora que atingiu todos, qual é o próximo passo.


Janick Gers: Bem, o próximo passo é, nós temos um novo álbum lançado. Então no minuto que sairmos em turnê, ela será baseada no novo álbum. Não será o álbum inteiro como fizemos no "A Matter of Life and Death", porque aquilo foi apenas um ponto no tempo onde sentimos que precisávamos fazer aquilo. Eu acho que fazer aquilo foi uma grande escolha, porque saímos e meio que colocamos nossos pés no chão e dissemos, é aqui que estamos agora. E nós tocamos um set cujos shows esgotaram praticamente em todo lugar do mundo. Aquele álbum ganhou disco de ouro em cerca de quinze países diferentes, o que para uma banda como nós, nós somos uma banda underground, não tocamos em rádio, não aparecemos na TV, não temos muita mídia, temos um pouco de mídia, então meio que contamos com nosso show ao vivo. Saímos e tocamos bons shows; somos uma boa banda ao vivo. Então saímos e tocamos nosso álbum na íntegra, e claro, vários garotos queriam ouvir "The Trooper", queriam ouvir isso, queriam ouvir aquilo, bem, quer saber? Você não pode, terá que vir na próxima vez. O que estamos tocando agora é "A Matter of Life and Death", e esse é o jeito que tem que ser. De outra forma você se torna uma dessas bandas de cabaret que todo ano tocam seu álbum preferido. E não é isso que somos.


Headbang: Algumas pessoas ficaram preocupadas que este fosse o fim da banda, com o título "The Final Frontier", e as letras desta música, com Bruce cantando sobre como ele realizou tudo que queria fazer... do que se trata? Este não é o fim ou algo do tipo, é?

Janick Gers: Bem, eu não sei. Espero que não. Estou gostando disso, eu acho que todos estão gostando, e não gostaria de pensar que este é o fim, mas você nunca sabe. Você apenas nunca sabe quando o seu último show vai acontecer. É como um boxeador peso pesado, ele está no ápice da sua forma e sai e é nocauteado. Você acredita que pode continuar para sempre. Eu acredito que somos realmente uma banda muito boa, e enquanto isso for divertido, e enquanto for válido, eu quero sair e tocar. Mas não quero terminar fazendo um set de cabaret com várias outras bandas junto tocando seus álbum de grandes hits o tempo todo. É uma parte disso, ter a fome de fazer o que fazemos, e acho que todos na banda tem. E enquanto estivermos afiados, e trazendo grandes músicas, tentando ir em caminhos diferentes e nós mesmos indo mais adiante musicalmente, então acho que continuaremos.

Confira a entrevista completa (em inglês)

http://music.msn.com/superfans/heavy-metal/blog

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

McBrain: "Ensaiamos 7 faixas antes de gravar"

O MusicRadar.com realizou uma entrevista com Nicko McBrain, baterista do Iron Maiden. Confira abaixo alguns trechos da entrevista.


Musicradar.com: Vocês alcançaram a primeira posição de vendas no passado no Reino Unido e outros países, mas parece que "The Final Frontier" poderia alcançar o topo nos EUA. O que isso significaria para a banda?Nicko McBrain: "Significaria que os nossos fãs americanos ouviram! (risos) Sabe, Bruce deixou bem claro aos nossos fãs na América e Canadá quando estivemos em turnê por lá durante o verão que seria ótimo chegar ao número um, então esperamos que todos tenham prestado atenção.


Chegar ao número um seria incrível, uma grande glória, é claro. Significaria o mesmo agora do que seria 15 ou 20 anos atrás? Não sei dizer. Mas no fim do dia, eu sei que temos um grande álbum. Eu acho que é um trabalho de arte. Se não é o número um na primeira semana, então esperamos que seja na segunda ou terceira semana - assim que as pessoas ouvirem, sabe? Obviamente, seria legal agora que eu sou...bem, não sou realmente um cidadão. O que sou, um 'alienígena legal' ou algo do tipo?" (risos)


MusicRadar.com: Parece certo.


Nicko McBrain: "As pessoas me chamaram assim antes de eu me mudar para a América, então me acostumei com isso. Não me entenda mal - seria ótimo chegar ao número 1 nos EUA, e espero que aconteça. Realmente, seria incrível. Se não chegar, hey, não é o fim do mundo."


MusicRadar.com: Musicalmente, quais foram seus objetivos neste disco? Há tantos momentos inesperados, e muitos deles são prog rock em sua natureza.


Nicko McBrain: "Eu diria que meu primeiro e principal objetivo era finalizar o disco sem cair morto! (risos) Sério, nós ensaiamos sete faixas em Paris antes de gravá-las. Três das outras nós tínhamos os rascunhos, mas tínhamos que trabalhar nelas assim que chegassemos no estúdio. Para mim, a maior expectativa era de trabalhar as três faixas que não ensaiamos; eu queria pegar a vibe delas o mais rápido que eu pudesse e grava-las sem tomar muito tempo.


Quanto a descobrir as progressões no álbum, foi muito como antigamente. Éramos nós juntos em uma sala, 'Okay, como vamos conseguir ir desta parte para aquela?' Entende? Foi natural, uma banda trabalhando unida. Estávamos todos olhando uns aos outros e nos comunicando e nos sentindo em casa."

Janick Gers fala sobre a influência Celta do Maiden

O repórter Bryan Reesman do blog Attention Deficit Delirium fez uma extensa entrevista com Janick Gers, um dos três guitarristas do Iron Maiden, que falou sobre o “The Final Frontier”, “Tattooed Millionaire”, o disco que fez com o vocalista do Marillion, dentre outros assuntos.


Confira a entrevista na íntegra!


Tradução: Imprensa Rocker

Ontem, 16 de agosto, foi a data de lançamento do 15º disco de estúdio do Iron Maiden, o épico “The Final Frontier”, que é o álbum mais longo da banda até hoje – 76 minutos – e que traz a maior média de duração por música: 7’40’’ por faixa. É claro que quantidade nem sempre é igual a qualidade, mas o novo CD possui aquele som clássico do Maiden que os fãs conhecem e adoram, enquanto ainda apresenta novas idéias que, apesar da longa duração de cada faixa, mostra que o grupo britânico ainda tem muita gordura para queimar.


Na semana passada falei com o guitarrista Janick Gers, que discutiu sobre o novo álbum, os leais fãs da banda, sua filosofia na música e seu poder em questionar as coisas. Nosso bate papo durou uma boa de uma meia hora e nos deu muito material extra. Gers é um cara que gosta de falar e que tem muita coisa em mente. Ele tocou no “Vigil in a Wilderness of Mirrors”, o fantástico primeiro disco solo do ex-volcalista do Marillion, Fish, e falou sobre como foi participar deste clássico.


Onde você está agora?


Janick Gers: Estou em Bergen, Noruega, um lugar lindo. Vamos fazer um show hoje a noite para 25 mil pessoas. É uma cidade bem pequena, não sei de onde tanta gente virá, mas aparentemente todos os ingressos foram vendidos (risos). Pelo que parece, as pessoas virão de toda a Noruega.


Eu soube que houve um temporal no show de vocês na Finlândia, durante um festival, e que várias bandas cancelaram suas apresentações. O que aconteceu?


Janick Gers: Nós fizemos o show no “Sonisphere Festival”, em Estocolmo, e estava chovendo torrencialmente durante todo o dia. No minuto em que entramos no palco, a chuva parou e o sol apareceu. Então nós terminamos a apresentação e a tempestade voltou. Foi inacreditável. Nossa equipe ficou ensopada o dia inteiro. Quando chegamos na Finlândia, no dia seguinte, tinha um avião virado de lado na pista de pouso, e nosso gerente de turnê falou: “Hei, eu fretei um avião parecido com este!”. Então Buce perguntou, “qual era a capacidade de passageiros?”, e nosso gerente de turnê: “capacidade para 30 pessoas”. E lá estava um avião com capacidade para 30 pessoas, virado de lado na pista. O que aconteceu foi que um tornado ou algo do tipo passou por lá e literalmente arrancou metade das árvores, além de virar o avião – por sorte a nossa equipe ainda não estava no avião.


Nós fomos para o estádio, onde haviam dois palcos imensos. O Motley Crue e Alice Cooper iam tocar lá também, e o palco do Motley Crue foi literalmente dobrado ao meio. Foi inacreditável; os andaimes se partiram em dois. Tudo aconteceu em 10 minutos. Nosso equipamento ficou totalmente destruído: o teto impermeável do palco quebrou e a água desceu em cima da nossa mesa de mixagem. Foi uma confusão! Iggy Pop entrou para fazer um set acústico de algumas canções, e Alice Cooper entrou uma hora e meia atrasado. Acho que nós entramos com duas horas de atraso e fizemos o trabalho. Haviam muitos garotos lá e cancelar a apresentação estava fora de questão. Nós entramos no palco com metade do P.A. funcionando, metade da luz e com muito poucos monitores no palco, porque a mesa de mixagem estava destruída. Fizemos um ótimo show e nos divertimos.


Me lembro de ter assistido o “Flight 666” e notado que para muitos fãs, em certos países que não recebem tantas turnês, como em alguns países da América do Sul, um show do Iron Maiden é como uma experiência religiosa. Os fãs são realmente devotos.


Janick Gers: Temos tido um apoio tremendo dos fãs da América Sul por muitos anos. Nos anos 90, fizemos vários grandes shows lá, e até quando Bruce saiu continuamos a tocar muito por lá. Sempre tentamos ir para lá, porque os garotos nos apóiam muito. Nós queremos tocar para as pessoas, e lá têm pessoas interessadas em nos ouvir, então viajaremos para qualquer lugar. É sempre emocionante ir para lugares diferentes, porque pode ter alguém que nunca nos viu, e esta é parte da diversão de se estar numa banda. Viajar é bem excitante para nós; eu adoro ir para lugares diferentes.


Eu acho que nós dos Estados Unidos somos muito mimados, porque temos várias turnês enquanto alguém no Japão ou na América do Sul não consegue ver estas bandas tão regularmente quanto nós, e ainda assim eles são muito mais apaixonados em seu apoio às bandas.

Janick Gers: Eu acho que no Japão há muitas turnês, muitas mesmo. Eu estive lá com outras bandas antes do Maiden. Eles têm muitas turnês por lá. Na América do Sul é mais complicado de ir. Nós usamos um avião na última tour, porque é mais difícil transportar o equipamento por lá; você tem que pular certas áreas. Com o equipamento no avião, podemos ir a lugares como o Equador, que não tínhamos como ir antes; é impossível passar o equipamento pela alfândega. Há muita burocracia. Você pode passar seis meses organizando uma turnê como aquela. A logística é bem assustadora, na verdade. Eu nem me envolvo com isto, mas nós temos pessoas trabalhando nestas tours com um ano de antecedência. É bem difícil de excursionar por lá, e você tem que ter uma base de fãs que realmente irá ao show, porque os promotores arriscam seu dinheiro para trazer uma banda como a nossa. Se ele faz o show e ninguém aparece, ele vai estar em um grande problema. Para começar, você tem que ter um grande público; não pode apenas ir e esperar que as pessoas apareçam.

The Final Frontier” traz dez canções em 76 minutos, algumas da quais você contribuiu. Você co-escreveu a canção mais curta do novo disco, “The Alchemist”, que lembra a era do “Powerslave”.


Janick Gers: É apenas uma canção de Rock n’ Roll. Eu a trouxe junto com mais uma hora de trabalho, como todos fazemos. Todos eles trazem um monte de material. Eu trouxe esta bem rockeira, porque imaginei que haveriam algumas canções longas, então trouxe uma curta, mas direta. Eu tinha coisas bem diferentes, provavelmente bem mais progressivas, mas esta foi uma daquelas em que todos pareceram curtir. Steve encontrou a melodia para ela, Bruce escreveu as letras e pareceu funcionar.


É frustrante para cada integrante levar bastante material, sabendo que provavelmente só um par de faixas serão utilizadas no disco?


Janick Gers: Obviamente eu acabo com muitas canções e idéias descartadas, mas o mais importante é que tudo se encaixe e que tenha um tema que as una. Funciona bem musicalmente, e ás vezes algo que é muito bom acaba não entrando no álbum, mas é colocado na reserva para, talvez, alguma outra coisa. Nunca se sabe.

Na minha canção preferida do álbum, “When The Wild Wind Blows”, parece que Bruce está cantando uma melodia folk britânica. Estou certo?


Janick Gers: Há muitas melodias celtas. Uma faixa do “Virtual XI”, “The Clansman”, também é uma canção bem celta. Escrevemos esta com Bruce durante uma das turnês. O começo de “The Talisman” tem uma abordagem celta, quase como uma canção dos mares. “Dance of Death” tem um feeling parecido. Há muito destes elementos celta na banda. Steve tem muita influência do Jethro Tull, Ian Anderson e coisas do tipo, assim como eu também. Eu cresci com este tipo de coisa e o resto da banda também, então há um elemento disto em nossa música. Eu cresci ouvindo uma banda chamada Lindisfarne, que tinha um clima bem folk, e eu os adorava. Eles eram uma banda grande na Inglaterra durante o começo dos anos 70. Algumas destas coisas eram bem extremas, Bruce e eu fomos criados com isto. Está tudo lá.


Você tocou no meu álbum de Rock preferido de todos os tempo, “Vigil in a Wilderness of Mirrors” do Fish. Como você o conheceu?

Janick Gers: Eu estava jogando futebol com ele, e ele tinha uma barriga enorme, então eu disse, “você também pode acabar com um corpo como a deu um peixe”. Ele me olhou e respondeu, “só se não for cuidadoso”. Ele disse que estaria fazendo um grande show com o Marillion nos próximos dias, no estádio de Wembley (o show foi no evento em tributo ao 70º aniversário de Nelson Mandela, em junho de 1988), e perguntou se eu estava a fim de ir. Ele queria que eu tocasse, então ensaiei algumas coisas e fui. Eu conhecia Bruce da época em que tocava com Ian Gillan, porque ele costumava assistir nossos shows, e da época do Samsom. No show de Wembley, o cantor do Spandau Ballet ia cantar uma antiga canção do Mott The Hoople, “All The Young Dudes”, que eu adoro. Fish me colocou para tocar nesta e em algumas outras músicas, e acabei tocando meia hora com ele. O cara do Spandau não conseguiu ir, e Nicko estava fazendo a bateria em algumas músicas, e disse que Bruce estava por lá. Então Bruce veio e cantou “All The Young Dudes”. Então, mais tarde, Fish me convidou para fazer este álbum com ele, após sair do Marillion. Escrevi uma música com ele para o disco, fiz todas as demos do álbum com ele, e então Bruce me ligou e perguntou se estava a fim de fazer alguma coisa com ele, que acabou sendo “All The Young Dudes” e uma faixa para o filme “Nightmare on El Street 5”, que foi “Bring Your Daughter… to The Slaughter”. Nós a escrevemos, e então gravamos “All The Young Dudes”. Aí Bruce decidiu que queria fazer um álbum, e fizemos o “Tattoed Millionaire”, e neste intervalo eu fiz o disco com Fish.

“Vigil in a Wilderness of Mirrors” é um grande álbum.Janick Gers: Foi um bom álbum, mas as demos, na verdade, eram mais pesadas do que aquilo (que saiu no disco). Eu não me dei muito bem com o produtor que estava envolvido, Jon Kelly, porque eu era muito Heavy para ele. Eu acho que Fish deveria ter sido mais pesado, e que algumas das demos eram melhores do que as canções do álbum. Eles foram para um lado muito Jazz e fizeram muito dinheiro, mas eu achei que as demos que fizemos eram mais pesadas e melhores. O que eu adoro no Marillion é que eles podem ser muito fortes e poderosos, e ainda assim ter passagens bem calmas, mas as passagens fortes são bem extremas e pesadas, que era o que eu queria naquele disco. Mas eu acabei indo com Bruce e fizemos o “Tattoed Millionaire”, então o Maiden pegou o single que fizemos, “Bring Your Daughter…to the Slaughter”, e o colocou em seu novo álbum – “No Prayer For The Dying”. Foi quando eles me convidaram para me juntar à banda, quando Adrian saiu – foi uma coisa meio incestuosa.


Você esteve em contato com Fish desde então?


Janick Gers: Não tenho o visto recentemente. Ele veio a um show do Maiden há um tempo. Eu gosto muito dele. Na verdade, quando ele disse que estava deixando o Marillion, eu lhe disse para não fazê-lo. Eu achei que era uma jogada errada, e ainda acho. Ele veio até mim e disse que eu tinha sido o único que falou aquilo para ele. Ele disse, “todo mundo me disse que era ótimo e que deveria sair”. Eu disse, “estou te dizendo que você é estúpido; você deveria ficar” (risos). Ele não falou comigo por uns seis meses. E achava que ele escrevia ótimas letras e eles (o Marillion) faziam ótimas músicas, e o esforço combinava perfeitamente. E eu realmente gosto dos caras do Marillion; acho que eles são uma ótima banda.


Uma coisa em comum entre o Marillion e o Maiden – pelo menos antigamente – eram os mascotes e logos inconfundíveis. Falando sobre o Maiden, parece que o grupo faz tanto dinheiro com o merchandise quanto com a música. É verdade?


Janick Gers: Eu não sei. O que fazemos é usar o merchandise como garantia. Custam uns dois milhões de dólares e de libras para montar uma turnê, e você precisa deste dinheiro com antecedência – e eu não acho que algum banco vá nos emprestar. Se você quer montar uma turnê, você precisa de dois milhões ou seja lá quanto custe pôr a turnê na estrada. Eu não tenho como te dizer os números – não faço idéia – mas fazer um tour desta magnitude custa muito. Nós estamos sempre investindo no que usamos; queremos as melhores luzes. Temos oito caminhões na estrada; temos que ter o maior palco possível; nós levamos Eddies gigantes e estas coisas têm que ser transportadas de país em país. Ou usamos um avião, que precisar ser pago, ou usamos oito, nove ou dez caminhões. Tudo vai para manter a banda funcionando.

Fonte: Attention Deficit Delirium

Derek Riggs fala sobre Eddie e Iron Maiden

O guitarrista e vocalista Justin Foley, da banda The Austerity Program, conduziu para o site MetalSucks uma entrevista com o artista Derek Riggs, autor das mais clássicas capas de discos do Iron Maiden. Confira abaixo alguns trechos da conversa.



Justin Foley: Uma das pessoas que trabalham no nosso site contou uma história sobre como ele viu a capa de Killers quando tinha dez anos e sentiu-se incontrolavelmente atraído por ela, dizendo, “Era como pornografia.” Isso é engraçado para mim, porque é verdade – o desenho mexia inevitavelmente com você, e era obviamente mau, mas também por causa dos incontáveis pôsters do Eddie que já dividiram espaço em paredes com Heather Locklear ou Pamela Anderson. Então, como você vê a sua vida como pornógrafo?


Derek Riggs: [Risos] “Oh, eu não era parte disso. Eu só fiz um desenho e o resto daquelas coisas não tiveram realmente a ver comigo. Desde a primeira coisa que desenhei, foi tudo uma resposta lógica ao que eu via ao meu redor naquela época. É engraçado que você mencione pornografia, porque parte da minha motivação foi uma reação ao que eu via nas bandas de hard rock. Todas elas tinham artes tediosas com mulheres seminuas e era tudo realmente uma bosta. Eu queria desenhar alguma coisa com culhões. Não havia nada como o que eu fazia na época.”


Justin Foley: Eu dou uma olhada no arco geral de coisas que você fez com a banda, desde as coisas iniciais, mais cruas, como “Killers”, até a arte altamente concentrada em “The Trooper” ou “2 Minutes to Midnight”, até a piração total na época de “Seventh Son...” ou “Clairvoyant.” Como você vê esse desenvolvimento? Ou eu estou inventando isso?


Derek Riggs: “Bem, o que o Iron Maiden fazia era porque eles liam um livro ou viam um filme. Eles viam algo e depois escreviam uma canção a respeito. Mas eu estava sempre tentando fazer com que os álbuns fluíssem de um para o outro. [As capas] São mais do que só um monte de desenhos. Tem uma linguagem visual, simbólica, que é compartilhada por diferentes lançamentos. [Ri] Claro, eu fiz com que o Maiden achasse que eram eles que estavam fazendo isso. Mas os postes, por exemplo, continuaram lá de um álbum para o outro, E os fãs sabiam disso. Eles vinham aos shows com bandeiras com a minha assinatura, ou até com desenhos dos postes.”


[subitamente fala mais sério] “Você vê, isso é onde morávamos nos anos 1970. As cenas naqueles primeiros lançamentos... Londres era um buraco após os anos 70. Havia milhões de desempregados, e isso é muito para um país como a Inglaterra. Partes de Londres estavam completamente arruinadas. Os lugares na capa dos discos eram lugares onde eu costumava morar. Eu morava no Finnsburg Park — hoje em dia está na moda —, e os edifícios estavam literalmente caindo aos pedaços. Estavam cheios de invasores. E essa era a minha vizinhança."


"E foi de lá que as bandas britânicas de punk rock vieram. Era um monte de garotos a quem disseram que eles não eram nada, nunca prestariam para nada, nunca seriam nada. Isso era o que estava acontecendo naqueles primeiros desenhos do Eddie. Não tinha porra nenhuma a ver com heavy metal. O Iron Maiden disse apenas, 'Dê um cabelo mais comprido a esse punk e nós o usaremos.'


"Mas é claro, a razão pela qual o Eddie acaba caindo aos pedaços é que eu estava entediado naquele ponto.”


Justin Foley: Sério? Eu acho que as últimas coisas que você fez com o Eddie, o cérebro dele saindo, o surrealistmo de “The Clairvoyant,” essas são as coisas mais impressionantes de todas.


Derek Riggs: “Bem, tem muita coisa acontecendo naquelas imagens. Há a continuidade, há as coisas que o Maiden queria que eu colocasse, há eu tentando coisas novas... se você seguir apenas uma linha de pensamento, suas pinturas vão ser uma bosta. Tem que ser mais complicado que uma linha de pensamento.”


Justin Foley: As coisas que eu li dizem que você terminou as coisas com o Iron Maiden e seguiu em frente. Isso incluiu dar Eddie a eles sem maiores alegações. Como você vê essa decisão?

Derek Riggs: Bem, provavelmente não foi a decisão de negócios mais esperta, mas eu realmente não liguei. Eu não conseguia trabalhar com os empresários deles, e na verdade ainda não consigo. Naquele ponto, simplesmente havia ser tornado doloroso demais continuar aquilo. Eu havia tido o suficiente. Havia tanta merda envolvendo “Fear of the Dark”. Eu simplesmente disse “Esqueça, tive o bastante. Quero dizer, eles me deram algum dinheiro. Mas os direitos sobre o personagem não foram comprados ou vendidos, — então isso ainda está flutuando por aí. Mas o negócio é que eu havia tido o bastante. Foda-se. E eu não faria mais nada com o Eddie, então porque não deixá-lo com eles?”


 
Justin Foley: Você podia tê-lo mantido refém, certo? Você não deixou dinheiro na mesa ao não ser um cuzão?


Derek Riggs: “Bem, eu fiz algumas pinturas para eles desde então. Mas eles me pediram para assinar outro contrato com eles. Inicialmente parecia tudo certo, mas então eu pensei melhor. Olha, você pode ter um diretor de arte que quer ver seis versões diferentes de alguma coisa porque tem dez anos de idade. Mas eu já posso te dizer — “Isso não vai funcionar”. Ficar de sacanagem com diferentes opções... quando eu te digo que não vai funcionar, não vai funcionar. E eu entrei no ramo da arte para fazer boa arte, não para satisfazer um diretor de arte com merda entediante.”


Sério, eu já fiz zumbis. Nesse ponto, é assim, “Como você quer o seu zumbi? Você quer uma cidade em chamas por trás ou relâmpagos? Você o quer cozido ou frito?”


Fonte: Whiplash!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Astraeus confirma Ed Force One na tour 2011

No site da companhia aérea Astraeus, há uma área onde é contada a história do Ed Force One, avião usado pelo Iron Maiden nas tours de 2008 e 2009. No final da matéria eles informam:

Estamos muito contentes em informar que a Astraeus Airlines irá operar a turnê do Iron Maiden em 2011. Mais detalhes em breve."Saiba mais: www.flyastraeus.com

Rock in Rio 2011: Medina quer o Iron Maiden!

Em 2011 o Rock in Rio volta ao Brasil e, nesta segunda (14), o empresário Roberto Medina, o prefeito Eduardo Paes e músicos receberam a imprensa para falar sobre o projeto.

Para Medina, o retorno à cidade de origem tem um gostinho mais do que especial. A última edição do Rock in Rio, no Brasil, foi em 2001. Depois o festival , a partir de 2004, atravessou o Atlântico e ganhou a Europa, com edições em Portugal e Espanha.

Roberto Medina: "Eu tenho um defeito, antes de ser brasileiro, eu sou carioca. É muito emocionante voltar para cá. Os artistas brasileiros nos ajudam a pular obstáculos. No passado, o festival estruturou carreiras de grandes bandas nacionais. Hoje não se pensa em fazer um evento desses sem as bandas daqui."

O Rock in Rio 4 acontecerá entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro de 2011 no Parque Olímpico Cidade do Rock, que será montado numa área de 150 mil m² em frente ao Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Para o evento e construção do espaço, a Prefeitura do Rio desembolsará 40 milhões de reais. Nas olimpíadas de 2016, o local será usado como área de lazer de atletas. Serão seis dias de festival.

Durante a coletiva, o criador do Rock in Rio, Roberto Medina mandou um recado para as pessoas que o críticaram no Twitter durante a apresentação oficial do evento, nesta segunda-feira, 16, no Rio de Janeiro. Ele disse que recebeu um puxão de orelhas dos fãs de rock ao dizer no "Fantástico" da TV Globo, que gostaria de ver Shakira e Lady Gaga na quarta edição do festival:

Fui criticado pelas mídias sociais por ter falado na TV que queria a Lady Gaga e a Shakira cantando. Mas todo mundo pode ficar sossegado e me deixar em paz. Agora quero também o Iron Maiden, Radiohead e Guns N´Roses."
A cidade do Rock terá atrações como o Palco Mundo com as bandas mundialmente consagradas, o Palco Sunset, onde artistas brasileiros convidam estrelas nacionais e internacionais para cantar, uma área vip para 2000 convidados, a Rock Street, com bares, restaurantes e uma mega tenda , onde se apresentarão os melhores DJ do Mundo , espaço fashion com 30 lojas e desfiles de moda, além de montanha-russa e roda-gigante.




Saiba mais no site oficial do Rock in Rio!

http://www.rockinrio.com.br





 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Review: Iron Maiden na Transylvania

Transylvania - Polus Center Mall


Cluj Napoca, Romênia - 15/08/2010

Por Everaldo Junior



"E finalmente deixamos a Hungria e todos os seus carregos pra trás, rumo à Transilvania, Romênia, terra do Conde Drácula, ui!!! Não preciso dizer que o trem era vagabundo, né? Calor dos infernos e não tinha ar condicionado nem uma janelinha aberta pra ventila aquela desgraça. Seriam sete longas horas de tortura até chegar lá, visto que o próximo show do Maiden, era no dia seguinte ao da Hungria, então, a coisa seria punk em termos de cansaço. Chegaria lá por volta das 15h, onde me viraria pra descobrir o lugar do show e pra lá me mandar. E foi quase assim. Quase.
Tava morto de cansado. Resolvi deixar a pilha de lado e dormir. Mais uma vez, amarrei a mochilha no braço, deitei em cima dela, recorri aos meus amigos apraz e aprazolan e capotei. Fui acordado duas vezes por policiais nem um pouco simpáticos na Hungria e na Romênia pra carimbarem meu passaporte. Achei que não tinha isso em trem. Da Espanha pra Suíça, não teve. Mas aqui, como tudo é diferente, né, tive meu sono interrompido duas vezes...

Cheguei na Transilvania, Cluj Napocca, Romênia, uma hora depois do previsto. A hora aqui é diferente da Hungria. Putz, mais essa. O dinheiro também é diferente. Aqui, usam o leo romeno. Ao menos é mais fácil de usar que a porra do florim húngaro. Um euro equivale a aproximadamente 4,30 leos romenos. Ou seja, tudo aqui é realmente barato. Assim que desci da estação, no mundo da lua, pois estava dormindo, fui abordado pelo André, o brasileiro, lembram? Nunca pensei que fosse ficar tão contente em ver um brasileiro por essas bandas sombrias daqui, hehe. Sem viadagem ok, André e fica na boa, Betânia, que não gosto de homem, hehe. Teu noivo tá a salvo, hehe.
Mortos de cansados e já de olho vivo com tudo que passamos na Hungria, estávamos mais espertos. Fomos tirar dinheiro e buscar informações de como chegar no hotel (eles) e ao local do show (eu). O péssimos serviço de atendimento nos deu umas dicas que não nos adiantou muito pra ser honesto. Nos viramos sozinhos mesmo. Numa cidade daquele tamanho, ter serviço de informação numa estação do meio do nada já era um milagre, então, não reclamemos, hehe. Na frente da estação tinha um mercadinho. Até tentamos comprar algo lá, e tava beeem barato, mas desistimos quando não conseguiram entender nada que a gente pedia. O jeito foi comer uma pizza do lado. Foi bem barato, mas tinha um povo sinistro, olhando pra gente o tempo todo, oferecendo celular pra vender e nós lá, piando o cu, hehe. Uma nada simpática garçonete nos atendeu. Conversamos um bocado (até que a pizza era gostosa), e fomos cada um pro seu lado. Primeira dificuldade. Como é difícil pegar carro aqui na Romênia. O Flávio Gomes, do blog, porém, ia adorar isso aqui, pois é Dacia pra todo lado. A cidade é mais feia e menor que Budapeste, mas a frota (ao menos a de carros), não é tão socateada quanto na Hungria. O André pegou um táxi com a noiva pro hotel e eu ia me virar pra ir pro local do show. Descobri que de taxi, me custariam apenas 20 leos, cerca de 5 euros, sem taxímetro. Nada mal. O taxista não falava inglês, mas era simpático, honesto e engraçado, ao menos. O cara fez de tudo pra entender e ajudar. Não posso reclamar deste. Ainda na estação, reconheci dois malucos de todos os shows que já vi. Fui lá conversar com eles. Eram dois finlandeses. Um de 19 e outro de 18 anos. Pareciam saidos dos anos 80, hehe. Cabelo de franjinhas, jaquetas coloridas, uma comédia. Mas, super legais. Acabei os encontrando no show e esses mesmos caras salvaram minha vida. Jajá conto.


Os simpáticos finlandeses foram pro hotel também e fiquei sozinho. Tive que ir de taxi e sozinho mesmo pro show. Como foi barato, nao reclamei. O lugar, um tal de Pollus Center era um estacionamento de um shopping. Tinha um carrefour perto. Cluj é uma cidade pequena, de cerca de 350 mil habitantes e, um show do porte do Iron Maiden, era motivo de feriado na cidade. Tinha cerca de 20 mil pessoas lá. Pergunto novamente. O que é que essa banda tem? Assim que entrei, encontrei os dois finlandeses e acabamos nos fazendo companhia. Pouco depois, encontramos um japonês (que os finlandeses já haviam conhecido), totalmente maluco. O cara tem 38 anos e só foi a 117 shows do Maiden pelo mundo afora, ehhe. Até no Recife o cara já foi, hehe. Tava inclusive com a camisa do Eddie Cangaçeiro. E vocês dizem que sou maluco, né? Esse cara é o que, então?

e os finlandeses estávamos bem cansados, pois dois shows seguidos em países diferentes é beem desgastante. Sentimos o mesmo da banda. Até ameaçaram um esboço de surpresa, tocando o comecinho de Transilvania na introdução do show, logo após a Doctor Doctor, mas ficou por aí, mesmo. Digamos que a surpresa ficou pra camisa especial do evento com o Eddie matando o Conde Drácula com o castelo dele de fundo. Linda arte, por sinal. E e os finlandeses, acordamos que não tentaríamos a grade nesse show e ficaríamos mais distantes pra ver o show em paz, ao contrário do que foi na Hungria. Como ainda vamos pros tres ultimos shows dessa turne do Maiden, Itália amanhã, Bélgica dia 19 e finalmente o ultimo, Espanha, dia 21, resolvemos poupar energia.






Maiden fez um show burocrático, dando 100% de si, como sempre, mas nós, que acompanhamos show a show essa turnê, percebemos que a banda não tava lá tão empolgada e visivelmente cansada. Po, os caras tem mais de 50 anos e fazem um show como tivessem 20. Dois seguidos então, não deve ser fácil. Os caras suam em bicas o show todo. Muito apático o público romeno, talvez pela ausência de mais clássicos no set list visto que, a maioria esmagadora do público não era composta daqueles fãs que tem acompanhado a banda nos últimos anós e sim os coroões, hehe. Devem ter se decepcionado com o set list voltado pros três últimos álbuns.

SETLIST IRON MAIDEN




01. The Wicker Man

02. Ghost Of The Navigator

03. Wrathchild

04. El Dorado

05. Dance Of Death

06. The Reincarnation Of Benjamin Breeg

07. These Colours Don't Run

08. Blood Brothers

09. Wildest Dreams

10. No More Lies

11. Brave New World

12. Fear Of The Dark

13. Iron Maiden

14. The Number of the Beast

15. Hallowed Be Thy Name

16. Running Free
Após o show, ficamos esperando o japonês maluco. Que dificuldade pra pegar um táxi!! Caminhamos quase duas horas pra conseguir pegar um. Minha idéia era ir direto do local do show pro aeroporto e lá dormir, passar a segunda toda, dormir de novo e pegar o vôo pra Itália na manhã da terça, mas tudo mudou. Um detalhe especial sobre os europeus. São 8 ou 80. Ou te ajudam pra valer ou finjem que você não existe. Os finlandeses me convidaram pra ir pro hotel deles sem precisar pagar nada. Como tava cansado e precisava dum banho, aceitei a proposta. Então, fomos nós quatro no mesmo táxi. Eu, os dois finlandeses e o japones maluco. Os finlandeses me ofereceram bebida, pagaram o táxi e não me deixaram pagar um puto. Tomei meu longo banho e fui dormir. Não satisfeitos, um dele abriu mão do travesseiro só por minha causa. E os dois me deram suas colchas de dormir. Não posso reclamar de boas pessoas nessa viagem, posso?

Dormimos numa boa, ninguém tentou comer minha bunda, hehe, e na manhã de hoje, segunda, dia 16 de agosto, viemos todos juntos, mais uma vez, pra estação. De lá, os finlandeses pegaram um trem pra Itália e eu to aqui, falando com vocês, do aeroporto de Cluj Napoca, Romênia. São cerca de 19h e meu vôo só sai amanhã pra Veneza, Itália, por volta das 08h da manhã. Ainda farei uma conexão em outra cidade da Romênia chamada Timisoara pra, só então, pegar um vôo rumo a Veneza, Itália. De lá, pelo que o casal de brasileiros falou, vou ter que pegar um trem pra outra cidade chamada Udine que, fica a cerca de 20 Km's de Veneza. Bem, pra quem já viajou tanto, o que são 20 Km's? Hehe. O show do Maiden tem tudo pra ser o melhor da turnê. Ao menos em termos de cenário, o show estará muito bem servido. O lugar tem menos de 100 mil pessoas e um histórico passado. Pra quem gosta de história, adorará o lugar que foi escolhido por Napoleão Bonaparte como Quartel General das tropas francesas durante a Campanha da Itália em 1797. Pra quem gosta mais do assunto e quiser se aprofundar, aí vai o site oficial do lugar: www.villamanin-eventi.it

É, pessoas, vou me despedindo de vocês, nossa peregrinação ao Maiden ainda passará amanhã por Timisoara, ainda aqui na Romênia, depois Veneza e Udine, Itália, depois Bruxelas, Bélgica e, finalmente, Valência, Espanha, palco do último show dessa pré turnê do novo álbum do Maiden, "The Final Frontier" que está sendo lançado hoje e já está nas lojas. Inclusive aí no Brasil. É isso, pessoas. Vejo vocês na Itália. Tudo de bom."




Saiba mais e veja mais fotos!

http://everaldodias.blogspot.com