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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

George Harris o lateral esquerdo do Trosvik IF


Enquanto Steve Harris toca para milhares de fãs do Iron Maiden ao redor do mundo. Seu filho George de 19 anos, fez uma estréia modesta para 22 espectadores. Mas dessa vez sua estréia não foi em um palco, o filho do líder do Iron Maiden agora é o mais novo jogador do clube norueguês Trosvik IF.




George Harris que antes treinava em outra equipe norueguesa chamada FFK, entende que a sua estréia na 5 º Divisão do futebol da Noruega não deve atrair a atenção de muitas pessoas. Com 19 anos não há experiência suficiente para jogar com um grande público.



- Meu pai ligou e desejou sorte na partida. Nos falamos muitas vezes. A maior parte do tempo por telefone. Estive com ele nas turnês desde que eu era bebê, mas agora não o vejo muitas vezes com o Maiden.



O filho de um dos maiores artistas do mundo do heavy metal, diz estar bem acostumado a grandes multidões e fala como foi parar em Fredrikstad uma comuna norueguesa de 69 mil habitantes: "Meu pai achava que eu deveria viver em algum país estrangeiro para me desenvolver. Agora eu estou aqui. Em Fredrikstad (risos). A escolha foi um pouco aleatória, mas eu estava visitando a cidade há dois anos e resolvi ficar aqui."



George revela que além da música, o futebol também sempre esteve presente em sua casa. Na propriedade de seu pai em Leytonstone fora de Londres, Harris teria construído um campo de futebol, onde o Iron Maiden recebe convidados para partidas amistosas.



"Eu me lembro que ganhei minha primeira guitarra no Natal quando eu tinha 13 anos de idade. Também houveram alguns baixos, mas na maior parte do tempo eu toco guitarra", diz George, que já teve várias bandas, e com o Burn in Reason (MySpace), tocou uma vez no mesmo festival que o Iron Maiden.



"Mas nós tocamos em um palco um pouco menor", ele ri. George levou sua guitarra para Fredrikstad e não descarta que possa fazer novos amigos no meio musical da cidade: "Estou aberto a qualquer coisa".



Como foi dito no começo da matéria, a partida de estréia contra o Mercurbanen não estava exatamente lotada ontem à noite, mas o Trosvik time do lateral esquerdo George Harris venceu por 5 x 4 a disputa. "Um início positivo", disse George! "Meu Pai, disse que vai fazer uma viagem para me ver jogar." Parece que os fãs noruegueses do Iron Maiden vão gostar dessa notícia!



Fonte: Fredriksstad Blad e blog flight 666

terça-feira, 7 de setembro de 2010

NY Times: O Iron Maiden e a indústria musical

Fãs de heavy metal se orgulham da sua imagem de “renegados”. Mas para a indústria da música, os seguidores da banda britânica Iron Maiden se tornaram cidadãos-modelo.




Enquanto as vendas de música despencam e as gravadoras enfrentam o futuro com ansiedade, os fãs do Maiden ainda correm para as lojas de discos. Como o mascote zumbi da banda, Eddie the Head, o Iron Maiden se recusa a morrer, e sua vitalidade contínua pode oferecer à perturbada indústria musical algumas dicas de como sobreviver.



O 15º álbum do Iron Maiden, “The Final Frontier”, entrou direto no topo da lista de álbuns da revista Billboard européia quando foi lançado no final de agosto, e segurou a posição na segunda semana. O álbum também estreou em primeiro lugar em outros países, desde Arábia Saudita até o Japão, dando uma necessária ajuda para a EMI Music, que detém os direitos internacionais. Nos Estados Unidos, onde foi lançado pela Universal Music Enterprises, “The Final Frontier” estreou na 4ª posição.



Até o final da última semana, mais de 800 mil cópias de “The Final Frontier” tinham sido enviadas para lojas do mundo todo, diz Rod Smallwood, empresário de longa data da banda. Isso ainda é bem longe das mais de 12 milhões de cópias vendidas do primeiro álbum de Lady Gaga, “The Fame”. Mas o Iron Maiden tem uma longevidade que muitos artistas pop podem apenas invejar. Em mais de 30 anos de carreira, a banda vendeu aproximadamente 85 milhões de cópias.



“Muitas bandas poderiam aprender com o Maiden.O Maiden se preocupa essencialmente com a relação com os fãs, e nada atrapalha isso. Eles não querem ser rock stars. Eles simplesmente gostam de tocar para os fãs.” diz Smallwood.



Os seis membros do Iron Maiden, todos na casa dos 50 anos de idade, não são os únicos veteranos do metal que ainda tocam ao vivo e gravam álbuns. Bandas como Metallica também seguem firme, e bandas de hard rock como AC/DC e Guns N’ Roses também encontraram um sucesso renovado.



“Com sua imagem tribal e parâmetros extremos, o metal oferece um ‘lar’ para aqueles que o acompanham de uma forma que nem o pop, nem o hip-hop e nenhum outro gênero oferece”, diz Joel McIver, escritor londrino que é autor de “Justice for All: The Truth About Metallica” e outros livros sobre heavy metal.



Uma relação próxima dos fãs, reforçada por uma agenda implacável de shows, tem sido uma necessidade para a banda desde o início, quando a principal ferramenta de marketing da indústria musical, a vinculação nas rádios, passava longe do Iron Maiden. As músicas eram muito longas e muito barulhentas para se encaixar nas fórmulas convencionais das rádios, e alguns grupos de pais cristãos protestavam contra as mensagens Satânicas inseridas nas músicas – uma acusação que a banda sempre negou.



A falta de exposição em rádios pode ter criado desafios, mas preparou o Iron Maiden para a era digital, quando o modelo tradicional da indústria faliu. Agora, um single que toque bastante nas rádios provavelmente mandará mais ouvintes para a internet para baixar o álbum de forma gratuita do que para as lojas.



Pelo fato das músicas do Iron Maiden não se encaixarem no molde de um single de rádio – três delas, no último lançamento, têm mais de 9 minutos – a banda não sofre tanto com esse problema.



Enquanto “The Final Frontier” atingiu o topo das listas no mês passado, os serviços digitais mostraram pequenos níveis de download ilegal do álbum, segundo David Kassler, chefe de operações da EMI na Europa.



“Você imagina que algumas pessoas vão piratear, mas não estão fazendo isso”, diz Kassler. “Elas querem o álbum físico. Elas adoram a capa, as letras. É algo que elas querem mostrar para seus amigos e família”.



As vendas digitais de “The Final Frontier” estão baixas, provavelmente correspondendo a apenas 10% ou 15% de todas as vendas nos Estados Unidos, segundo Smallwood. De forma geral, as vendas digitais correspondem a quase metade do mercado musical americano.



Mas o Iron Maiden não sofre de anacronismo da era analógica, insiste Smallwood. A falta de vinculação nas rádios e a dependência do boca-a-boca preparou bem a banda para as nuances do marketing digital, ele diz.



“Quando a internet chegou, provavelmente fomos um dos primeiros a entender o potencial”, ele diz.



Antes do lançamento do álbum, o Iron Maiden renovou o website, criou um perfil no Facebook e ofereceu um single digital de graça, “El Dorado”, para que os fãs fizessem o download. Lançaram até um jogo grátis.



Para encorajar as vendas de álbuns, camisetas e outras mercadorias ligadas ao “The Final Frontier”, a EMI montou seções especiais para o Iron Maiden em lojas européias como a HMV, Media Markt e FNAC.



As vendas desse tipo de merchandise podem chegar a corresponder a mais de 20% dos ganhos de uma gravadora com a banda, segundo Kassler, apesar de ele não ter fornecido nenhum dado específico para o Iron Maiden.



Apesar desses esforços, é improvável que o Maiden retome o sucesso de vendas dos anos 80, quando um álbum como “The Number of the Beast” vendou 14 milhões de cópias. Pelo fato de os fãs serem muito fiéis, eles tendem a comprar o álbum rapidamente, mas as vendas caem após algumas semanas.



Ainda assim, Joel McIver, o escritor, diz que há muitas lições para a indústria musical no sucesso contínuo do Iron Maiden: “Invista no longo prazo. Crie uma imagem. Dê aos fãs o que eles querem. Faça shows e mais shows. Toque em festivais. Aproveite a nova tecnologia. Seja inovador. Seja honesto. Seja original. Faça boas músicas.”



Matéria Original (em inglês)

http://www.nytimes.com



Fonte: IMB Notícias

sábado, 28 de agosto de 2010

Whale Oil Beef Hooked

Não, Steve Harris não virou nenhum defensor das baleias. A camiseta usada por ele na "The Final Frontier World Tour" é uma clássica piada irlandesa.

Se você disser bem rápido "Whale Oil Beef Hooked"

...vai soar como "Well I'll Be F@#ked"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Derek Riggs fala sobre Eddie e Iron Maiden

O guitarrista e vocalista Justin Foley, da banda The Austerity Program, conduziu para o site MetalSucks uma entrevista com o artista Derek Riggs, autor das mais clássicas capas de discos do Iron Maiden. Confira abaixo alguns trechos da conversa.



Justin Foley: Uma das pessoas que trabalham no nosso site contou uma história sobre como ele viu a capa de Killers quando tinha dez anos e sentiu-se incontrolavelmente atraído por ela, dizendo, “Era como pornografia.” Isso é engraçado para mim, porque é verdade – o desenho mexia inevitavelmente com você, e era obviamente mau, mas também por causa dos incontáveis pôsters do Eddie que já dividiram espaço em paredes com Heather Locklear ou Pamela Anderson. Então, como você vê a sua vida como pornógrafo?


Derek Riggs: [Risos] “Oh, eu não era parte disso. Eu só fiz um desenho e o resto daquelas coisas não tiveram realmente a ver comigo. Desde a primeira coisa que desenhei, foi tudo uma resposta lógica ao que eu via ao meu redor naquela época. É engraçado que você mencione pornografia, porque parte da minha motivação foi uma reação ao que eu via nas bandas de hard rock. Todas elas tinham artes tediosas com mulheres seminuas e era tudo realmente uma bosta. Eu queria desenhar alguma coisa com culhões. Não havia nada como o que eu fazia na época.”


Justin Foley: Eu dou uma olhada no arco geral de coisas que você fez com a banda, desde as coisas iniciais, mais cruas, como “Killers”, até a arte altamente concentrada em “The Trooper” ou “2 Minutes to Midnight”, até a piração total na época de “Seventh Son...” ou “Clairvoyant.” Como você vê esse desenvolvimento? Ou eu estou inventando isso?


Derek Riggs: “Bem, o que o Iron Maiden fazia era porque eles liam um livro ou viam um filme. Eles viam algo e depois escreviam uma canção a respeito. Mas eu estava sempre tentando fazer com que os álbuns fluíssem de um para o outro. [As capas] São mais do que só um monte de desenhos. Tem uma linguagem visual, simbólica, que é compartilhada por diferentes lançamentos. [Ri] Claro, eu fiz com que o Maiden achasse que eram eles que estavam fazendo isso. Mas os postes, por exemplo, continuaram lá de um álbum para o outro, E os fãs sabiam disso. Eles vinham aos shows com bandeiras com a minha assinatura, ou até com desenhos dos postes.”


[subitamente fala mais sério] “Você vê, isso é onde morávamos nos anos 1970. As cenas naqueles primeiros lançamentos... Londres era um buraco após os anos 70. Havia milhões de desempregados, e isso é muito para um país como a Inglaterra. Partes de Londres estavam completamente arruinadas. Os lugares na capa dos discos eram lugares onde eu costumava morar. Eu morava no Finnsburg Park — hoje em dia está na moda —, e os edifícios estavam literalmente caindo aos pedaços. Estavam cheios de invasores. E essa era a minha vizinhança."


"E foi de lá que as bandas britânicas de punk rock vieram. Era um monte de garotos a quem disseram que eles não eram nada, nunca prestariam para nada, nunca seriam nada. Isso era o que estava acontecendo naqueles primeiros desenhos do Eddie. Não tinha porra nenhuma a ver com heavy metal. O Iron Maiden disse apenas, 'Dê um cabelo mais comprido a esse punk e nós o usaremos.'


"Mas é claro, a razão pela qual o Eddie acaba caindo aos pedaços é que eu estava entediado naquele ponto.”


Justin Foley: Sério? Eu acho que as últimas coisas que você fez com o Eddie, o cérebro dele saindo, o surrealistmo de “The Clairvoyant,” essas são as coisas mais impressionantes de todas.


Derek Riggs: “Bem, tem muita coisa acontecendo naquelas imagens. Há a continuidade, há as coisas que o Maiden queria que eu colocasse, há eu tentando coisas novas... se você seguir apenas uma linha de pensamento, suas pinturas vão ser uma bosta. Tem que ser mais complicado que uma linha de pensamento.”


Justin Foley: As coisas que eu li dizem que você terminou as coisas com o Iron Maiden e seguiu em frente. Isso incluiu dar Eddie a eles sem maiores alegações. Como você vê essa decisão?

Derek Riggs: Bem, provavelmente não foi a decisão de negócios mais esperta, mas eu realmente não liguei. Eu não conseguia trabalhar com os empresários deles, e na verdade ainda não consigo. Naquele ponto, simplesmente havia ser tornado doloroso demais continuar aquilo. Eu havia tido o suficiente. Havia tanta merda envolvendo “Fear of the Dark”. Eu simplesmente disse “Esqueça, tive o bastante. Quero dizer, eles me deram algum dinheiro. Mas os direitos sobre o personagem não foram comprados ou vendidos, — então isso ainda está flutuando por aí. Mas o negócio é que eu havia tido o bastante. Foda-se. E eu não faria mais nada com o Eddie, então porque não deixá-lo com eles?”


 
Justin Foley: Você podia tê-lo mantido refém, certo? Você não deixou dinheiro na mesa ao não ser um cuzão?


Derek Riggs: “Bem, eu fiz algumas pinturas para eles desde então. Mas eles me pediram para assinar outro contrato com eles. Inicialmente parecia tudo certo, mas então eu pensei melhor. Olha, você pode ter um diretor de arte que quer ver seis versões diferentes de alguma coisa porque tem dez anos de idade. Mas eu já posso te dizer — “Isso não vai funcionar”. Ficar de sacanagem com diferentes opções... quando eu te digo que não vai funcionar, não vai funcionar. E eu entrei no ramo da arte para fazer boa arte, não para satisfazer um diretor de arte com merda entediante.”


Sério, eu já fiz zumbis. Nesse ponto, é assim, “Como você quer o seu zumbi? Você quer uma cidade em chamas por trás ou relâmpagos? Você o quer cozido ou frito?”


Fonte: Whiplash!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

THE FINAL FRONTIER VAZOU




Sim, Vazou! "The Final Frontier", 15° álbum de estúdio do Iron Maiden, vazou ontem na internet, segunda-feira (09), exatamente a uma semana do seu lançamento oficial. O disco é certamente um dos mais esperados do ano, pelo culto ao grupo britânico, as boas resenhas na imprensa e sobretudo pelo mistério em torno de sua gravação, o que rendeu uma enorme expectativa.









O tema é sempre polêmico, e praticamente todos os discos mais esperados deste segundo semestre já vazaram na internet, fazendo do lançamento oficial apenas uma data simbólica. Mas será que o vazamento de um disco é algo tão ruim para uma banda? Forças indicam que não. A palavra "leaked" (vazou) é como uma pedra atirada no lago da internet, gerando ondas de falatório. O burburinho do disco que vazou chega bem mais longe que o do lançamento oficial.







A própria indústria já aceita que o controle se tornou uma doce ilusão. Em recente entrevista ao O Globo o presidente da EMI Music Brasil, Marcelo Castello Branco, falou sobre o assunto:











"Às vezes, o vazamento antecipa uma estratégia e frustra artista e gravadora. Mas cada caso é um caso e não se pode generalizar. Hoje, há muitos modelos de negócio sendo testados. No mundo virtual, é cada vez mais difícil contar um segredo. Mas já existe um mercado crescente digital e, nesse sentido, não queremos dar de graça o que podemos vender."Links diversos para o download de "The Final Frontier" já podem ser encontrados facilmente na internet nos sites de sempre: Rapidshare, Megaupload, 4shared, Easyshare... em sites de Torrent e Comunidades do Orkut. Você já ouviu o novo álbum? O que achou? Deixe seu comentário!







Quer comprar "The Final Frontier"?



Pré-venda oficial na Livraria Saraiva!